Dor no Ombro

A dor no ombro é uma queixa frequente na ortopedia e pode afetar pessoas de todas as idades. O ombro é uma das articulações mais móveis do corpo humano, o que também o torna mais suscetível a lesões, inflamações e processos degenerativos.
A dor pode surgir de forma gradual ou após um esforço físico, trauma ou movimentos repetitivos. Entre as principais causas de dor no ombro, destacam-se:
Tendinopatia do manguito rotador: É uma das causas mais comuns de dor no ombro. Ocorre quando os tendões responsáveis pela estabilidade e movimentação do ombro sofrem inflamação ou desgaste, podendo causar dor ao elevar o braço ou realizar movimentos acima da cabeça.
Bursite do ombro: A inflamação da bursa — uma pequena estrutura que reduz o atrito entre os tecidos — pode provocar dor, sensibilidade e limitação de movimento.
Síndrome do impacto do ombro: Ocorre quando estruturas do ombro são comprimidas durante os movimentos do braço, causando dor progressiva e dificuldade para levantar o braço.
Artrose do ombro (glenoumeral ou acromioclavicular): O desgaste da cartilagem da articulação do ombro pode causar dor crônica, rigidez e redução da mobilidade.
Capsulite adesiva (ombro congelado): Caracteriza-se por dor intensa associada a uma rigidez progressiva do ombro, com grande limitação de movimento.
Tratamentos minimamente invasivos para o ombro
O tratamento da dor no ombro depende da causa identificada durante a avaliação médica. Em muitos casos, é possível obter melhora significativa com tratamentos conservadores e procedimentos minimamente invasivos.
Entre as opções terapêuticas disponíveis estão:
Infiltrações articulares guiadas por ultrassonografia
Bloqueio de nervos para controle da dor
Aplicação de toxina botulínica em casos selecionados
Esses procedimentos são realizados com técnicas guiadas por ultrassonografia, permitindo maior precisão no tratamento e melhor segurança para o paciente.
Avaliação médica para dor no ombro
A avaliação da dor no ombro inclui exame clínico detalhado e, quando necessário, exames complementares como ultrassonografia musculoesquelética ou ressonância magnética, que ajudam a identificar lesões nos tendões, bursas ou articulações.
Com o diagnóstico correto, é possível definir o tratamento mais adequado para cada paciente, buscando reduzir a dor, recuperar a função do ombro e melhorar a qualidade de vida, sempre priorizando abordagens menos invasivas e individualizadas.
Dr. Charles Gonçalves
Ortopedia e Traumatologia